quinta-feira, novembro 25, 2010

Eu viajei: Buenos Aires




 Adoro viajar. Conhecer novos lugares, novas pessoas e ter novas experiências são coisas que adoro fazer. E como sempre que chegamos em lugares novos tentamos viver como os locais devo dizer que em Buenos Aires é meio difícil.
Imagine uma pessoa como eu, que adora comer passando por tudo quanto é café e vendo aqueles argentinos magérrimos tomando vinho ou café. Não tinha nem um biscoitinho, muito menos um pedacinho de queijo... Triste! Agora, eu comi. Comi como se não houvesse amanhã. Visitei do restaurante mais simples ao mais sofisticado. Foram mais de 2Kg de carne, um risoto perfeito, trio de creme brullé e muito mais. Não tive espaço pro alfajor, que eu trouxe pra casa é lógico.
Nesse post eu vou te ensinar a andar pela cidade e descobrir os points mais legais pra comer. Obviamente que são os lugares que EU achei legais pra comer, mesmo porque tem milhões de outros que infelizmente eu não pude ir. Cada um deles ganhará seu próprio post e já aviso logo que ficará com água na boca.
Antes de mais nada, se você é vegetariano não vai gostar do que verá aqui durante a semana. É muita carne. Muita mesmo.




*A primeira coisa que você deve fazer ao chegar lá é trocar um pouco de dinheiro na casa de câmbio que fica logo depois do indentificador de bagagens. (Ah, antes dele você vai passar por um freeshop. Ignore. Além de caro, é micro e na volta você vai ver que fez bem. O da volta é gigante e cheio de coisas.) Digo para você trocar dinheiro porque vai ter que pegar um táxi para ir embora. Ignore todos os guichês de táxis que ver e ao sair no desembarque procure o balcão de informações que fica em frente ao Mc Donalds. Nele você vai pegar o mapa da cidade. Pegue mais de um para o caso de perder. Agora você está pronto. Vá para o lado de fora do aeroporto e procure por táxis pretos com detalhes amarelos. Acene para que venha até você e antes de mais nada acerte o preço. Eu paguei 120 pesos para ir até a rua Florida. Não se assute pois o preço varia de 100 a 120 pesos. No caminho você vai ver que é distante e cheio de pedágios.

*Na cidade os meios de transporte são a pé, ônibus, metrô ou táxi. No primeiro, você vai curtir bem a cidade e dificilmente se cansará. A cidade é plana e muito fácil de andar. Todas as quadras vão de 0 a 100, de 101 a 200 e assim sucessivamente. Seja qual for o lado o grupo de números sempre será o mesmo, a diferença é apenas o nome da rua. 
*Eu não andei de ônibus de linha, só de Turisbus, que são aqueles ônibus abertos que passam pelos pontos turísticos da cidade. Aliás, compramos os passes para esse ônibus no cruzamento da rua Florida com a Diagonal Norte. Entre aqui e veja.
*O metrô é muito barato, mas a desvantagem é que você não vê a cidade. Usávamos quando já conhecíamos o trajeto ou estávamos com pressa.
*O táxi também era barato e esse a gente usava mais quando estava com preguiça de andar e à noite.


*Ficamos ao lado da Galerias Pacífico, que é um shopping super lindo, mas mega caro. Tem muitas lojas de marca. A mulherada se joga na MAC, mas eu ainda não fui mordida pelo bichinho da admiração pela marca portanto nem dei bola. Fiquei mais de olho na Musimundo do outro lado da rua.
*Na rua Florida tem 3 lojas Fallabella. Essa loja é legal demais. Cada uma dessas lojas tinha um foco. Logo na primeira eu já pirei. Cheia de artigos de decoração perfeitos, lindos e baratos me arrependi na hora de não ter vindo com a mala vazia. Cheio de coisas de cozinha, de bebidas interessantes e tudo relacionado à casa. Me contentei com um porta retratos e umas formas de silicone. Frustrante! Queria ter levado a loja inteira! Nas outras duas o foco era eletrônicos e perfumes e cosméticos. Na loja de perfumes e cosméticos eu não achei que valia a pena não. E quando fui no Free Shop vi que não estava errada.
*Aproveitando o foco dos cosméticos eu tenho que recomendar a Farmacity. Tem uma em cada esquina e é bem barata.

*Voltando ao nosso tema, a comida, Buenos Aires é uma cidade de gostos muito variados quando o assunto é esse. As pessoas magérrimas, de costumes europeus,  podem fazê-lo pensar que são arrogantes. Não são. São pessoas muito simpáticas e solícitas e dificilmente encontrará alguém que não lhe trate com bom humor. Os restaurantes de Turistas servem sim aquela carne tão famosa deles e você vai se deliciar. É muito bem feita e de sabor bem apurado. Por não ter tempero você sente o sabor verdadeiro e dependendo do acompanhamento que pedir ela ficará melhor ainda. Isso é importante de saber: Na maioria dos restaurantes você deve pedir um acompanhamento. Na verdade, só no La Cabrera (aguarde post) é que isso não seria necessário. O sorvete é um de seus patrimônios, junto com o doce de leite e o alfajor.


*A marca mais famosa de alfajor de lá é a Havanna, mas eu recomendo muito que você vá a qualquer mercado e procure pelo Jorgito. É mais macio, mais recheado, mais molhadinho, maior e mais barato. Amigos nos indicaram e não nos arrependemos de seguir a dica.





*Para terminar, por enquanto, não posso deixar de dar um destaque à sorveteria Freddo. Todo mundo fala pra tomar o sorvete de doce de leite e quando fui em uma lá em San Telmo dei de cara com uma e em um banner vi a bomba atômica que misturava sorvete, doce de leite suspiro e nozes. Nesse singelo copinho aí embaixo tem, nessa ordem: sorvete de chocolate amargo, suspiro, sorvete de doce de leite, nozes, calda de doce de leite(que escorreu até embaixo!) e por fim um sorvete que parecia de avelá, mas que era de um doce que eles comem lá. Não lebro o nome disso, não lembro o nome de nada, na verdade. A única coisa que lembro era a mistura de sabores e texturas que até agora posso sentir.


sábado, novembro 20, 2010

Eu fui: Roadhouse Brasília

Achei que conseguiria ir em outros lugares que se encontram na mesma categoria do Outback e não sentir falta do Outback. Isso não é possível. Seja qual for o lugar sempre sentirei aquela sensação de que deveria ter ido no meu preferido não tentado ser diferente e dar chance aos outros. Não que o Roadhouse seja ruim, mas não é do jeito que gosto. Apesar de tudo eu acho que vale a pena ir e conhecer, mas não compare com lugar nenhum. Curta a noite e o clima e se divirta.

Ao chegarmos lá, na happy hour, já pedimos nosso chopp. Uma coisa legal que tem lá é um baldinho cheio de amendoim com casca todo charmoso que a pessoa fica beslicando enquanto toma sua cerveja. 


O lugar é tão charmoso quanto o baldinho e a happy hour dura mais que nos outros restaurantes dessa categoria, mas sempre acho que falta algo mais. Vimos que na hora do almoço tem uns pratos executivos com preços não tão camaradas, mas se forem iguais aos da foto acho que vale a pena provar. Já faz algum tempo que tirei essa foto, por isso não confie no preço, pois deve estar maior hoje.


Pedimos uma carne bem feita com batata frita e devo dizer que o ponto da carne não me decepcionou.

O Roadhouse fica em 2 endereços aqui em Brasília. Um no Terraço Shopping e outro no Setor de Clubes Sul, do lado do Pier 21 atrás do Porcão. Entra no site, que além de ser divertido tem todas as informações sobre o lugar: www.roadhousegrill.com.br

segunda-feira, novembro 08, 2010

Torta de Palmito

Sabe quando você não espera alguém e quando aquela pessoa chega você não tem nada pra oferecer? Pois é, essa receita vai salvar a sua vida. 
Eu nunca gostei de torta de liquidificador e um dia, depois de tanto me pedirem para fazer eu resolvi que encontraria a receita perfeita, ou seja, uma que eu gostasse! 
Procurei muito e dei uma sorte danada. Logo a primeira que testei já ficou uma delícia. Eu peguei no site Tudo Gostoso nesse link. A dona da receita da massa é a Ana Paula de S. Oliveira. A receita do recheio é minha.



*Usei queijo minas curado ralado na massa.
*O palmito escolhido foi aquele que já vem picadinho.
*Coloque a erva aromática que mais gostar no recheio. O orégano da massa não sobressai tanto, de maneira que os sabores não se confundirão.
*Se não quiser o tablete de caldo de legumes coloque o tempero a sua escolha. O que usei foi esse:


Fonte: Dicas e Receitas

*Essa receita está dobrada porque fiz uma travessa grande.

Torta de liquidificador de Palmito

Pré-aqueça o forno a 180ºC e faça primeiro o recheio.

Recheio:

1 vidro de palmito
1 cebola picada
2 tomates pequenos picados sem semente
1 tablete de caldo de legumes
2 xícaras de água morna
1 colher de sopa de requeijão
2 colheres de sopa de coentro picado
Pimenta a gosto
Azeite


Aqueça o azeite e coloque a cebola. Acrescente o palmito e o caldo de legumes. Coloque a água e deixe cozinhar até secar. Coloque os tomates e o requeijão. Mexa bem e deixe os tomates solteram um pouco de líquido. Deixe secar novamente e acrescente o coentro. Tempere com pimenta e reserve.


Massa:

2 ovos
12 colheres de sopa de farinha de trigo
10 colheres de sopa de queijo ralado
1 colher de chá de orégano
2 colheres de sobremesa de fermento em pó
1 cebola
2 xícaras de leite
1 xícara de chá de óleo

Coloque os ingredientes molhados e a cebola no liquidificador e depois os secos. Bata até a massa ficar homogênea. 
Coloque metade da massa em uma forma untada e pouvilhada. Espalhe o recheio sobre a massa com cuidado. Cubra com o restante e leve ao forno até que quando espetando com um palito ele saia limpo. Se não estiver totalmente dourada deixe no forno mais um pouco até que fique.




domingo, novembro 07, 2010

Eu me inspirei: Epcot International Food and Wine Festival

No ano passado, mais ou menos nessa época, eu estava lá em Orlando visitando meu amigo Mickey Mouse e sua turma e é óbvio que fui no festival gastronômico do Epcot Center. Não sei se alguém sabe como é, mas para ser bem resumida na explicação e até bem simples, nada mais é do que uma quermesse chique em que as barraquinhas representam vários países e servem 3 pratos que eles acreditam ser representativos daquele país. Os 3 pratos são uma entrada, um prato principal e uma sobremesa em porções micro (estilo degustação) além se uma ou mais bebidas. 
Eu disse que são pratos que eles acreditam que sejam representativos, porque não tem como saber se eles realmente são o que as pessoas comem normalmente em seus países. No ano passado, (acho que nesse ano também tem) a barraca do Brasil era uma das mais concorridas. Tinha caipirinha com um mix chamado Leblon, que nunca tinha ouvido falar, costelinha com angú e manjar de coco. Tudo muito bonitinho, mas não achei interessante comer lá, já que sou do Brasil e a chance de comer isso aqui é mil vezes maior do que por exemplo eu comer uma comida do Marrocos que é a receita que você vai ver aqui nesse post hoje.
Amei tudo que experimentei lá e vi que tinha para vender um livro com várias receitas de pratos que foram vendidos durante o festival. Trouxe comigo, óbvio, e tentei fazer a receita do Marrocos. Não chegou nem perto do que eu comi e é por isso que comecei hoje, mais uma coluna chamada "Eu me inspirei". Chamo assim porque não é igual à receita original, mas segue o conceito e me lembrou aquela delícia que comi por lá.



Antes de começar observe:
*Os tomates cereja são melhores porque como não coloquei nenhum molho no pão eles servirão para umedecer o sanduiche.
*A pimenta síria é usada para fazer quibe e muitos pratos da culinária árabe. Você vai encontrar fácil em lugares que sejam especialistas na venda de ingredientes de países árabes, mas em mercados grandes também de acha. Não me lembro mais qual é a minha porque assim que abro temperos coloco no vidro e jogo fora o pacote.
*A carne moída pode ser qualquer uma, mas prefira a que tem menos gordura e peça ao seu açougueiro que passe duas vezes pela máquina.
*A farinha de pão pode ser feita em casa mesmo. É só pegar pão amanhecido e passar em um processador, ralador fino ou peneira.
*Você pode colocar o que desejar no seu pão. Use a imaginação.



Pão árabe com carne e tomates

300g de carne moída
1 colher de chá de pimenta árabe
1 cebola roxa pequena ralada
3 dentes de alho amassados
1 xícara de hortelã picada
sal e pimenta a gosto
3 colheres de chá de iogurte natural
2 ovos levemente batidos
1 xícara de pão ralado
Azeite
2 xícaras de tomates cereja cortados ao meio
3 pães árabes cortados ao meio e levemente aquecidos

Aqueça uma frigideira e coloque um fio de azeite. Jogue a cebola e uma pitada de sal. Misture sempre até que fique bem dourada. Coloque a pimenta árabe e msiture de maneira que a mesma fique úmida. Retire tudo da panela e misture à carne. 



Coloque o restante do ingredientes exceto os tomates. Misture bem e faça hamburgueres em formato um pouco mais oval. Aqueça a frigideira e doure a carne. Leve as carnes ao forno para terminar o cozimento. Enquanto isso, na mesma frigideira coloque os tomates e tempere com sal e pimenta. Mexa até dourar levemente.
Passe um pouco de azeite no interior dos pães e coloque a carne com os tomates e sirva!



quinta-feira, novembro 04, 2010

Espaguete com filé e pimenta

Ah, a massa... Acho que não existe ninguém que não goste de macarrão. Digo isso, porque tem sempre um tipo de massa que a pessoa goste. Não importa qual seja a massa que você goste. O importante é que você faça esse molho. É delicioso e super temperado. Impossível não gostar.
*O filé mignon não é super obrigatório, mas como você vai colocar a carne no molho é interessante que seja um tipo que não precise de muito tempo de cozimento para que fique macia.
*Eu usei tomates frescos e passata. A passata - numa descrição básica e simples - é um suco de tomates só de tomates, sem adição de água nem nada. Eu usei o da marca Cassino, como na foto abaixo.

*A pimenta é importante aqui. Se você prefere um sabor mais baiano, vá de malagueta. Para um sabor que eu acho que é mais legal e que na minha opinião não sobressai tanto pode usar a pimenta preta moída na hora.
*Prefira massas de marcas um pouco mais caras do que as normais, aquelas que dizem ser de Grano Duro. Essas massas de qualidade melhor são mais fáceis de cozinhar, não precisam de óleo na água e o tempo indicado na embalagem pode ser seguido sem medo. Embaixo o que usei.


*O vinho tinto que você escolher deve ser seco. Eu costumo usar o que bebo na refeição.


Espaguete com filé e pimenta

1 pacote de espaguete
2 tomates grandes picados sem pele e sem sementes
1 cebola picada
3 dentes de alho amassados
1 taça de vinho tinto
1/2 maço de coentro ou salsa picada
400g de filé mignon picado
1/2 garrafa de passata
Sal
Azeite
Pimenta a gosto


Coloque a água do macarrão para ferver com sal e comece o molho em outra panela. Aqueça azeite e coloque o alho e a cebola para que dourem levemente. Coloque uma pitada de sal também. Acrescente a carne e refogue até que fique dourada também. Tempere com pimenta e sal. Coloque a passata e o vinho tinto. Deixe ferver até reduzir. Cozinhe o macarrão e ao escorrer reserve um pouco de água do cozimento para colocar no molho. Coloque os tomates e a água. Quando levantar fervura novamente deixe até que o molho engrosse naturalmente. Coloque um pouco de azeite no macarrão para que não grude. Quando o molho estiver bem encorpado, jogue o macarrão nessa panela junto com o coentro ou salsa e misture bem. Sirva!


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